Saiba como Zuckerberg pretende conectar o mundo inteiro

Mark Zuckerberg não quer ser apenas o jovem bilionário por trás do Facebook. Ele está engajado na missão de levar internet ao mundo todo ou, mais precisamente, aos quase cinco bilhões de pessoas que ainda hoje estão desconectadas -- por incrível que pareça.

Por isso ele é um dos fundadores da Internet.Org, um consórcio que reúne diversas gigantes da tecnologia – como Nokia, Opera, Qualcomm, Samsung – com o objetivo de promover a necessidade do acesso ao digital. Em entrevista à Wired, Zuckerberg detalhou como pretende tirar o audacioso projeto do papel.

Para ele, um dos principais passos para que o mundo inteiro esteja conectado é diminuir o consumo de dados, facilitando a vida de quem não tem condições de bancar os caros planos das operadoras.

O próprio Facebook é um exemplo. “Nós gastamos muito tempo tentando fazer nossos apps rodarem mais rápido, travar menos e funcionar com menos bugs. Mas até esse ano não investíamos tanto tempo tentando fazer as pessoas economizarem dados. Isso não era tão importante para as pessoas que usam nosso serviço em países desenvolvidos, mas é essencial para o próximo bilhão de usuários. No começo deste ano, uma pessoa usava em média 12 MB com o app do Facebook para Android. Nos próximos anos, acredito que diminuiremos esse índice para 1 MB por dia. E 1 MB ainda é muito para o mundo. Então, tentaremos baixar para 0,5 MB ou mais”, explica.

Zuckerberg lembra que o "Facebook for Every Phone", projeto que permite acesso à rede social em aparelhos mais modestos, já conta com mais de 100 milhões de usuários. “Não é porque os smartphones ficam mais baratos que as pessoas podem bancar o acesso às redes de dados”, defende.

 

No entanto, todos esses esforços para difundir o ambiente online ainda são apenas parte do processo de evolução. “Não vai ser num simples estalar de dedos. A Revolução Industrial também não aconteceu em apenas um ano. Mas você precisa de uma fundação para fazer a mudança acontecer”, diz.

Apesar do ativismo, o CEO do Facebook não acredita que doações vão salvar o mundo. “Este problema [da falta de internet] não será resolvido apenas com altruísmo. Dezenas de bilhões de dólares serão gastos anualmente para construir tal infraestrutura. Isso é muito para ser sustentado por filantropia. É necessário um modelo economicamente sustentável”, explica.

O discurso também é uma resposta para os modelos de negócio por trás dos planos da popularização da internet. Os críticos reduzem sua proposta a uma mera tentativa de levantar dinheiro, mas Zuckerberg rebate as acusações. “Essas críticas são meio doidas. O bilhão de pessoas que já está no Facebook tem mais dinheiro do que o resto do mundo inteiro. Então, se fosse para ganhar dinheiro, nossa estratégia seria focada apenas em países desenvolvidos e em pessoas que já estão na nossa rede social”, diz.

Segundo ele, nem a longo prazo o projeto deverá ser lucrativo para sua empresa. “Estou disposto a fazer este investimento apenas porque acredito que será bom para o mundo”. E aí? Você acredita que o bem-intencionado Mark Zuckerberg conseguirá ajudar o resto do planeta a conquistar acesso à internet? Comente!





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